quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Pesquisa: Isaac Newton - Gravitação Universal

Integrantes do grupo:

  • Caio Froes
  • Eduardo Kenji
  • Júlia Nunes
  • Vinicius Araujo

   A sequência de passos que Newton seguiu no processo de construção para chegar à Gravitação Universal, conforme a afirmativa de Cohen é a mesma que está presente tanto em De Motu. Segundo Cohen, concordam com isso “quase todos os estudiosos de Newton. Cohen  admite que, em algum momento anterior à escrita do “Principia”, Newton se achava seguro de ter encontrado provas da existência da força de GU, a partir de um conjunto de fenômenos que, segundo ele, decorriam desta força e, então, adotou uma postura realista passando a buscar, embora sem sucesso, a causa desta força.
    Um significado físico (dinâmico) à lei das áreas de Kepler, esta deixa de ser uma lei puramente matemática e passa a se tornar uma lei que fornece uma explicação de como ocorre o movimento de um corpo submetido a uma força central: “um segmento traçado do centro de força ao corpo varre áreas iguais em intervalos de tempo iguais descrevendo, no limite, um movimento curvo”. Trata-se, de uma demonstração geral, uma vez que não especifica a natureza da força e nem o tipo de curva. 
   Um corpo se move inercialmente de A para B em um determinado intervalo de tempo. Caso continuasse este movimento reto iria de B até C no mesmo tempo. Contudo, ao chegar em B sofre a ação de uma força de impulso na direção ortogonal e muda a direção do seu movimento indo até C no mesmo intervalo de tempo. O mesmo ocorre quando alcança os pontos C, D, E, F e assim sucessivamente, e no limite em que o número de triângulos aumenta e suas áreas diminuem proporcionalmente, a trajetória do corpo tende a uma curva.
   Um corpo que se move numa curva obedecendo à lei das áreas está sujeito a uma força central, cujo centro pode ser fixo ou móvel com velocidade constante. As letras usadas por Newton para designar o centro de força (T) e o corpo que se move (L) corroboram isso.
   “A proposição IV” de grande importância, pois estabelece, pela primeira vez, uma medição da força centrípeta para o movimento circular uniforme e possibilita a extrapolação desse resultado para o caso dos corpos celestes.
    Para entender como Newton chegou a isso, entenda, um movimento circular e uniforme é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre o corpo que gira e o centro do círculo. Se um corpo, por meio de sua gravidade, gira em um círculo concêntrico à Terra, esta gravidade é a força centrípeta deste corpo. Os resultados dessa proposição são tão fundamentais para a elaboração da lei da GU, que Newton, tem a preocupação de demonstrá-la de outra maneira, usando a geometria de um polígono. A Proposição V, que só aparece no Principia, apresenta um modo claro de achar o centro de força, dada uma órbita e a velocidade em dois pontos quaisquer. 
   A dificuldade de aceitação inicial do Principia por parte de muitos dos contemporâneos de Newton deve se em grande parte à falta de familiaridade e mesmo compreensão dessa nova matemática que estava sendo utilizada e que foi inventada por ele. Newton mostrou que, para o movimento orbital em uma elipse, em uma hipérbole e em uma parábola, a força, com centro nos respectivos focos, é inversamente proporcional ao quadrado da distância, logo ele generaliza os resultados das proposições mostrando que, para secções cônicas, a força é do tipo 1/R². 
   O físico Robert Weinstock, por exemplo, considera que essa demonstração de Newton é. O argumento de Weinstock acerca dessa falsidade é que apenas estabelece que se um corpo orbita sob uma força do tipo 1/R² descrevendo uma secção cônica, esta secção é unicamente determinada pelas condições iniciais, a saber, a posição e a velocidade do corpo.
    J. Herivel, outro físico, que também põe em dúvida, embora de forma mais contida, que Newton tenha resolvido com uma completa demonstração o referido problema. Essa lei de força com o movimento orbital dos planetas, pois reconheceu que esse movimento não ocorre com o centro de força fixo e sim móvel, a Terra e o Sol giram em torno do centro de gravidade comum a ambos tratando-se, portanto, de um problema de dois corpos interagindo entre si. Assim, somente no Principia Newton compreendeu a atração mútua entre a Terra e o Sol como um caso especifico da sua terceira lei. A lei geral de ação e reação. Vale ressaltar quanto a isso que somente a primeira lei de Newton aparece.
   Acentua o papel da terceira lei de Newton na compreensão deste acerca da interação mútua entre os corpos, e copia duas passagens do Principia que deixa isso claro, um trecho das quais será reproduzido a seguir: A força atrativa encontra-se em ambos os corpos. Embora as ações de cada planeta sobre outro se possam distinguir entre si e possam ser consideradas como as duas ações pelas quais um atrai o outro, mas como se trata de ações entre os mesmos dois corpos, não são duas ações, mas uma operação simples entre dois termos...
   A causa da ação é dupla, nomeadamente a disposição de cada um dos dois corpos; a ação é de reação, na medida em que se exerce entre dois corpos; mas, por ser entre dois corpos, ela é única e unitária. Não há, por exemplo, uma operação pela qual o Sol atraia a Terra e outra operação pela qual a Terra atraia o Sol, mas uma operação pela qual a Terra e o Sol se atraem. Newton considerou que, se a Terra e Sol interagem mutuamente, os demais planetas, juntamente com o Sol e a Terra, também devem interagir entre si, logo generalizou o problema de dois corpos para o problema de vários corpos, que ele próprio reconheceu não haver solução exata.
   Nesse sentido,  as leis de Kepler, que exerceram um papel fundamental na dinâmica planetária de Newton, não são estritamente verdadeiras no mundo físico, mas são verdadeiras apenas para a matemática na qual as massas pontuais não atuam entre si e orbitam ou um centro de forças ou um corpo estacionário que as atrai.
   Assim, Newton mostrou usando a terceira lei de Kepler que a força de atração mútua entre o Sol e cada um dos planetas é exatamente a mesma e, em um momento mais distante, mostrou que se trata da mesma força que age mutuamente entre a Terra e a Lua e igualmente a que atrai os corpos na superfície da Terra devido a esta.
   Assim, a essa força ele dá o nome de gravidade.  A força que retém os corpos celestiais em suas órbitas foi até aqui chamada de força centrípeta, mas, sendo tornado claro agora que não pode ser nenhuma outra senão uma força gravitacional, foi chamada a partir de agora de gravidade. 

https://periodicos.ufsc.br/index.php/fisica/article/view/2175-7941.2010v27n2p215/13490 


vídeo : https://www.youtube.com/watch?v=PCxP24qj2UQ

Maiores Contribuiçoes de Isaac Newton

As Bases do Calculo Integral e Diferencial 

   Desde sua infância Newton se mostrou brilhante em sua escola sempre à fente de outros estudantes. Auto-didata, sempre acompanhou os trabalhos de William Oughtred e John Wallis e de Descartes. Suas contribuições abrangem todos os campos matemáticos, com foco na área de desenhar tangentes a curvas (diferenciação) e as áreas que definem delimitadas por curvas (integração).  
   Teve grande contruição tambem em seus trabalhos com “flúxion” (do latim que significa ” fluxo”). Os Fluxions foram expressos algebricamente, como diferenciais de Leibniz, mas Newton fez uso extensivo também (especialmente no Principio) de argumentos de geometria analítica. O trabalho de Newton sobre a matemática pura foi praticamente escondido de todos, até 1704, quando ele publicou, com a obra Opticks, um trato na quadratura de curvas e outro sobre a classificação das curvas cúbicas. Suas palestras Cambridge , entregues a partir de cerca de 1.673-1.683 , foram publicados em 1707.

Contribuições de Isaac Newton à Química 

   Newton deixou uma massa de manuscritos sobre os temas da alquimia e da química, então temas intimamente relacionados. A maioria destes eram trechos de livros, bibliografias, dicionários, e assim por diante, mas alguns são originais. Ele começou a experimentação intensa em 1669, continuando até que ele deixou Cambridge, buscando desvendar o significado que ele esperava que estava escondido na obscuridade alquimia e misticismo.
   Ele buscou a compreensão da natureza e da estrutura de toda a matéria, formada a partir de  “sólidas, maciças, duras, impenetráveis, partículas móveis” que ele acreditava que Deus havia criado. O mais importante nas pesquisas de Newton na química foi acrescentado ao Opticks e no ensaio “Sobre a Natureza de Ácidos” de 1710, Newton também publicou uma teoria incompleta de força química, ocultando sua exploração na química, que se tornou conhecido de um século depois de sua morte.

Contribuições de Isaac Newton à Física

   Newton realizou descobertas fundamentais para o avanço no estudo de óptica. Em 1666, Newton percebeu que luzes depois que eram refratadas por um prisma quando em um orifício circular com um ângulo mínimo, formavam uma imagem oblonga, ao envez de circular, o que era esperado de acordo com a lei de Snell. Entre 1670 e 1672 trabalhou intensamente na área de óptica e natureza da luz. Ele demonstrou, de forma clara e precisa, que a luz é formada por uma banda de cores (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta) que podiam separar-se por meio de um prisma.
   Como resultado de muito estudo, concluiu que qualquer telescópio "refrator" sofreria de uma aberração hoje denominada "aberração cromática", que consiste na dispersão da luz em diferentes cores ao atravessar uma lente. Para evitar esse problema, Newton construiu um "telescópio refletor" (conhecido como telescópio newtoniano). Isaac Newton acreditava que existiam outros tipos de forças entre partículas, conforme diz na obra Principia. Essas partículas, capazes de agir à distância, agiam de maneira análoga à força gravitacional entre os corpos celestes. Em 1704, Isaac Newton escreveu a sua obra mais importante sobre a óptica, chamada Opticks, na qual expõe suas teorias anteriores e a natureza corpuscular da luz, assim como um estudo detalhado sobre fenômenos como refração, reflexão e dispersão da luz.

Contribuições de Isaac Newton à Mecânica e Gravitação 

   De acordo com a história bem conhecida , foi ao ver uma maçã cair no seu pomar, em algum momento que Newton concebeu que a mesma força governou o movimento da Lua e a maçã . Ele calculou a força necessária para manter a Lua em sua órbita, em comparação com a força de puxar um objeto para chão. Alem disso estudou a relação entre o comprimento do pêndulo e o momento de sua oscilação. Estas primeiras definições não foram rapidamente exploradas por Newton.
   Com a ajuda de trabalhos anteriormente publicados de Edmond Halley em agosto de 1684, sobre elipeses, Newton pode resolver problemas encontrados em seu trabalho, o que levou Newton a compor um breve tratado sobre mecânica e, finalmente, escrever sua obra Principia. 
   No Livro I de Principia: Newton identificou a gravitação como a força fundamental que controla os movimentos dos corpos celestes. Embora ele nunca tenha encontrado a sua causa.
   O Livro II inaugura a teoria dos fluidos : Newton resolve problemas de fluidos em movimento e do movimento através de fluidos. A partir da densidade do ar e calculou a velocidade das ondas de som. 
   Por sua vez o Livro III mostra a lei da gravitação de trabalho no universo : Newton demonstra as revoluções dos seis planetas conhecidos na época, incluindo a Terra, e os seus satélites. Demonstrou que Cometas obedecem à mesma lei, em edições posteriores, Newton acrescentou conjeturas sobre a possibilidade de seu retorno. Ele calculou as massas relativas dos corpos celestes a partir de suas forças gravitacionais . Alem disso explicou fluxo e refluxo das marés e a precessão dos equinócios das forças exercidas pelo Sol e da Lua . 
   O trabalho de Newton na mecânica foi aceito de imediato na Grã-Bretanha, e universalmente depois de meio século. Desde então, tem sido classificada entre as maiores conquistas da humanidade no pensamento abstrato. Foi ampliado e aperfeiçoado por outros, nomeadamente Pierre Simon de Laplace, sem alterar a sua base e sobreviveu até final do século 19 antes de começar a mostrar sinais de falha devido a Teoria Quântica e a Relatividade.

Leis de Newton


1º Lei de Newton: Inércia
   “Todo corpo permanece em seu estado de repouso, ou de movimento uniforme em linha reta, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas nele”
   Esse princípio indica que a velocidade vetorial de um ponto material, não varia. Se o ponto estiver em repouso permanece em repouso e, se estiver em movimento, permanece com velocidade constante realizando movimento retilíneo e uniforme. Na prática não é possível obter um ponto material livre da ação de forças. No entanto, se o ponto material estiver sujeito a nenhuma força que atue sobre ele, ele estará em repouso ou descreverá movimento retilíneo e uniforme. A existência de forças, não equilibradas, produz variação da velocidade do ponto material.
   A tendência que um corpo possui de permanecer em repouso ou em movimento retilíneo e uniforme, quando livre da ação de forças ou sujeito a forças cuja resultante é nula, é interpretada como uma propriedade que os corpos possuem denominada Inércia. 
   Quando maior a massa de um corpo maior a sua inércia, isto é, maior é sua tendência de permanecer em repouso ou em movimento retilíneo e uniforme. Portanto, a massa é a constante característica do corpo que mede a sua inércia.

2º Lei: Princípio Fundamental da Dinâmica
   “A mudança do movimento é proporcional à força motriz impressa e se faz segundo a linha reta pela qual se imprime essa força” 
   Força, em física, qualquer ação ou influência que modifica o estado de repouso ou de movimento de um corpo. A força é um vetor, o que significa que tem módulo, direção e sentido. Quando várias forças atuam sobre um corpo, elas se somam vetorialmente, para dar lugar a uma força total ou resultante. No Sistema Internacional de unidades, a força é medida em newtons seguinte a equação: Fr = m.a.
   As unidades, no SI, são: N (newton) para força, kg para m e m/s2 para a.

3º Lei: Princípio da Ação e Reação
   “A uma ação sempre se opõe uma reação igual, ou seja, as ações de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e se dirigem a partes contrárias “
   Sempre que dois corpos quaisquer A e B interagem, as forças exercidas são mútuas, tanto A exerce força em B, como B exerce força em A. A interação entre corpos é regida pelo principio da ação e reação, proposto por Isaac Newton, como veremos a seguir: 
   Toda vez que um corpo A exerce uma força Fa em um corpo B, este também exerce em A uma força Fb tal que estas forças:
  • Têm mesma intensidade
  • Têm mesma direção
  • Têm sentidos opostos
  • Têm a mesma natureza

Fontes:
  •         https://en.wikipedia.org/wiki/Isaac_Newton
  • http://plato.if.usp.br/1-2003/fmt0405d/Index.html
  • http://astro.if.ufrgs.br/bib/newton.htm

VIDEO : https://www.youtube.com/watch?v=jwPc0kK9VHU

   Isaac Newton

   Existem inúmeros livros que contam a história da vida de Newton, ele que foi um dos maiores cientistas de todos os tempos.
   A vida deste cientista pode ser dividida em três partes: a primeira seria a sua infância, a segunda quando foi professor Lucasiano em Cambridge, a terceira mostra um Newton oficial bem pago pelo governo que não mais se interessava pela matemática.
   Veio de uma família fazendeira, e não chegou a conhecer seu próprio pai, que morreu meses antes de seu nascimento (1643). Apesar de ter posses (entre elas propriedades e animais) Isaac não sabia nem escrever seu nome. Quando completou dois anos, sua mãe casou-se novamente deixando-o aos cuidados de sua avó.
   Com a morte de seu padrasto, Newton passou a morar com a avó, mãe,  meio-irmão e duas meio-irmãs. A partir desta época, o garoto passou a freqüentar Escola Livre de Gramática em Grantham, onde era descrito como preguiçoso e desatento.
   Tempos depois um Tio de Newton convenceu sua mãe de que ele devia voltar para a escola, para que assim pudesse entrar em uma universidade. Dessa vez, as coisas mudaram e Isaac provou que era uma boa aposta no mundo acadêmico.
   Então, Newton entrou no Trinity College Cambridge como monitor, ou seja, recebia uma bolsa para ajudar os outros alunos. Tinha como objetivo tornar-se advogado. Após estudar inúmeros filósofos e cientistas, Newton reuniu suas idéias em um livro chamado Quaestiones Quaedam Philosophicae (Certas Questões Filosóficas).
   A sua universidade foi fechada por causa da peste e foi quando o gênio científico dele se manifestou: Newton tinha ainda 25 anos quando ele começou avanços revolucionários em Matemática, Óptica, Física e Astronomia. Já quando Cambridge reabriu (1667), ele apresentou-se como candidato a uma cadeira, e foi aceito.
   Nos anos seguintes o cientista publicou alguns trabalhos enquanto era professor Lucasiano em Cambridge. Mas a sua maior conquista foi um trabalho em física e mecânica celestial que resultou na teoria da gravitação universal. Em 1666 Newton já possuía as primeiras versões das suas leis do movimento.
   Isaac Newton sofria de uma depressão durante boa parte de sua vida, e isso provavelmente causou-lhe alguns problemas de saúde. Em 1703, foi eleito presidente da Royal Society e foi reeleito todos os anos até 1727, quando faleceu.

Fonte: http://www.ime.unicamp.br/~calculo/history/newton/newton.html 


VIDEO : https://youtu.be/BDrsRVATW2U 




terça-feira, 1 de setembro de 2015

Pesquisa: Albert Einsten - Teoria da Relatividade

Nome do grupo: Filosofando

Integrantes do grupo: 

  •  Daniella Aragão de Souza 
  •  Nayhara Reis Flôr 
  • Victor do Amaral Ghiraldi 
  •  Luiz Felipe Salles Lopes
Líder: Daniella Aragão de Souza

Textos:

1 - LUCAS. Entendendo a Teoria da Relatividade de Einstein. 2015. Disponível em: <http://misteriosdomundo.org/entendendo-a-teoria-da-relatividade-de-einsten/> . Acesso em: 19 ago. 2015.

   Dentre todas as realizações de Einstein no campo da Física, a mais importante foi a Teoria da Relatividade. Ela revolucionou a ciência ao afirmar que as leis da Física não são exatamente as mesmas em todos os lugares, tratando o espaço e o tempo não como grandezas absolutas, mas como grandezas que dependem do observador, de sua localização e da velocidade de seu movimento.
   Entretanto, de acordo com a Teoria da Relatividade Especial, a luz possui uma velocidade constante, ou seja, qualquer observador, ao medi-la, encontrará um valor próximo de 3x108m/s. Esta teoria possui aplicações extremamente importantes, como o fato de que nada além da própria luz consegue atingir esta velocidade. Isso acontece porque quanto mais rápido um corpo se move, maior a sua massa se torna, portanto, ao viajar na velocidade da luz sua massa tenderia ao infinito. Matematicamente falando, esta relação é expressa na fórmula E=m.c², onde E é a energia gerada no movimento. 
   Há também, como consequência da Relatividade Especial, o fato do espaço e do tempo serem subjetivos, uma vez que esta é a única maneira da velocidade manter-se sempre constante. Uma ilustração famosa desta conclusão é o Paradoxo dos Gêmeos: há dois irmãos gêmeos na Terra, e um deles faz uma viagem espacial numa velocidade muito próxima da velocidade da luz; ao retornar à Terra, estará mais jovem que o irmão que ficou. Ou seja, quanto maior a velocidade com que o corpo se move, mais devagar o tempo passará para ele. 
   Além disso, Einstein também afirmou que o espaço-tempo é curvo perto de objetos de grande massa, uma vez que sua geometria é parecida com um tecido. Logo, quanto maior a massa do objeto, maior a distorção que este causará na forma do tecido. Nisso consiste a Teoria da Relatividade Geral.    Esses exemplos demonstram a grandiosidade da obra de Einstein, assim como da importância de sua contribuição para a ciência. 


Vídeo:

 “Como Einstein provou a teoria da relatividade geral ” https://www.youtube.com/watch?v=8J CKfm_oguE&feature=youtu.be

   Este vídeo apresenta uma explicação simplificada da Teoria da Relatividade Geral, mostrando como a massa de corpos maciços deforma o espaço-tempo, o que pode ser observado no desvio da trajetória da luz no seu entorno.

2 - GUTMANN, Friederich; OLIVEIRA, Newton. Efeito Fotoelétrico. Disponível em: <http://200.17.141.35/ladmello/fisicamoderna/Fotoeletrico.pdf> . Acesso em: 19 ago. 2015.

   O efeito fotoelétrico foi estudado por muitos pesquisadores. Ele consiste na emissão de elétrons induzida pela ação de luz. Este efeito pode ser observado utilizando uma lâmina de zinco ligada a um eletroscópio de folhas. 
   A partir de vários estudos, Einstein, em 1905, rompendo as teorias clássicas demonstrou que o resultado experimental poderia ser explicado se a energia luminosa não fosse distribuída continuamente no espaço, mas sim se está fosse quantizada como pequenos pulsos denominados fótons. 
   Para que esta teoria de Einstein fosse aceita foi necessário mais de 10 anos. Porém, em função dessa descoberta e de sua contribuição à física teórica, Einstein recebeu o prêmio Nobel da Física. 

Vídeo: 

“Efeito fotoelétrico” https://www.youtube.com/watch?v=G 6YfSsrOewI&feature=youtu.be
 Neste vídeo, o professor Thomas Braun demonstra experimentalmente o efeito fotoelétrico, que retira elétrons dos metais, explicado por Einstein em 1905, o que lhe rendeu o prêmio Nobel da Física em 1921.

3 - PACIEVITCH, Thais. Albert Einstein. Disponível em: <http://infoescola.com/biografias/albert-einsten/>. Acesso em: 19 ago. 2015. 

   Albert Einstein nasceu em 14/03/1878, em Ulm, Alemanha, filho de judeus. Nos primeiros anos de vida, teve um desenvolvimento tardio e não se destacava pelas notas na escola. Entretanto, aos 9 anos de idade, passou a se interessar por geometria e álgebra, progredindo rapidamente, de modo que, com 12 anos já era considerado um gênio da matemática. Foi um grande problema para seus professores, pois estes não sabiam responder as suas perguntas. Aos 16 anos, abandonou a religião judaica. 
   Em 1900, graduou-se no Instituto Politécnico de Zurique com as mais altas notas. Em 1905, publicou diversos trabalhos, entre eles o fenômeno fotoelétrico e os primeiros esboços sobre a teoria da relatividade. Em seguida, investigou o processo massa-energia, chegando na sua mais conhecida fórmula E=m.c². Começou a trabalhar na universidade de Zurique em 1909, casou-se com Elsa Einstein em 1914 e, no ano seguinte, completou o desenvolvimento da teoria da relatividade. 
   Ganhou o prêmio Nobel da física em 1921, e em 1933 foi obrigado a deixar a Alemanha como perseguido pelo regime nazista, passando a viver nos EUA até a morte em 18/04/1955 devido a um aneurisma na aorta abdominal, após ter organizado seus próprios assuntos funerários. 




 Vídeo: 

“Albert Einstein - Biografia e a Teoria da Relatividade” https://www.youtube.com/watch?v=kq138in _kR4&feature=youtu.be 
 Este vídeo mostra a biografia do físico alemão Albert Einstein desde seu nascimento, seu desenvolvimento escolar e seus trabalhos no meio científico, o que o tornou um dos maiores gênios de todos os tempos.

DEFINIÇÕES: 

  •  Paradigmas: “Paradigmas são os modelos de produção do conhecimento durante um período. O mundo ocidental conheceu ao menos quatro paradigmas relevantes ao longo da história. Teve quatro formas diferentes de apresentação da produção do conhecimento, ou seja, quatro caracterizações sobre o que é verdade. Vejamos quais foram elas esquematicamente: 
1° Paradigma: O primeiro paradigma foi aquele vivenciado pelo mundo grecoromano, conhecido também como paradigma indiciário, já que a verdade assentava-se em indícios. A verdade tinha uma forte relação com a capacidade argumentativa e o mundo não apresentava uma concepção concreta de início, meio e fim. Cabia convencer o outro que me ouvia. Dessa forma a retórica possuía uma grande importância. Foram característicos desse período os mitos, que muitas vezes eram voltados para questões do cotidiano das pessoas, revestidos de um conjunto de alegorias e elementos da imaginação.

2° Paradigma: O segundo paradigma foi o judaico-cristão, tendo como um dos seus grandes percursores Santo Agostinho. Além da troca de um conjunto de deuses por um único Deus onipotente e onipresente, criou-se também a concepção de que o mundo tem começo, meio e fim. A partir das contribuições de São Thomas de Aquino a igreja é consolidada enquanto depositária do saber e a Terra e o homem passam a serem vistos como o centro do universo. Aqui se inicia a separação entre homem e natureza que depois também será relevante nas correntes positivistas.  

3° Paradigma: O terceiro paradigma, no caso o científico-moderno, dá seus passos iniciais no século XIV, ganha força e legitimidade no século XIX e começa a sofrer críticas a partir da metade do século XX, sobretudo no fim do século XX e no início do século XXI. Temos a retirada do homem e da Terra do centro do universo, a partir das teorias de Giordano Bruno e Galileu Galilei até a prática da fundamentação e a aceitação apenas daquilo que seja comprovado experimentalmente como verdade, com Descartes. No século XIX essa prática da busca da razão, e consequentemente da busca da verdade, que se dá através do experimento e da submissão da explicação à prova, ganha ainda mais força. Nessa época tornam-se características as correntes de pensamento positivistas e a ciência é a alavanca para a industrialização e para o “desenvolvimento”. Temos aqui as universidades como centro da produção do conhecimento e da verdade

4° Paradigma (?): Esse paradigma que ainda não se constitui e que se mostra mais através de especulações, ainda não apresenta uma proposta de nova verdade concreta e que possa ser definida. Sua função até hoje tem sido no sentido de criticar a modernidade, apontando que, além de essa não ter tido um real compromisso com a verdade, gerou grandes problemas e colocou em risco a própria continuidade da existência da vida na Terra.” (COSTA;TONELO, 2015) 

 Iluminismo 

   “Surgiu com a ideia de livrar os homens das trevas (antigo regime) por meio da razão (luz). Os iluministas acreditavam que Deus estava presente na natureza e também no próprio indivíduo, sendo possível descobri-lo por meio da razão. É o nome que se dá à ideologia que foi sendo desenvolvida e incorporada pela burguesia da Europa, a partir das lutas revolucionárias do final do século XVIII. Apesar disso, o iluminismo não foi apenas um movimento ideológico, mas também político, potenciado pela Revolução Francesa.
   O iluminismo foi um movimento que teve seu ponto de partida na dúvida e na insatisfação, que eram constantes na Europa, nas duas últimas décadas do século XVIII.
   Na França, onde o movimento teve maior expressão, os limites feudais se chocavam com o desenvolvimento do capitalismo emergente. A burguesia, liderando camponeses e operários, se lançou contra a nobreza e o clero e assumiram a direção do movimento. As lutas sociais, o desenvolvimento da burguesia e de seus negócios e a crença na racionalidade chegaram ao auge na propagação dos ideais iluministas, estes levados pela onda da Revolução Francesa.
   Um dos maiores nomes do iluminismo foi o francês Voltaire, que criticava a Igreja e o clero e os resquícios da servidão feudal. Porém, acreditava na presença de Deus na natureza e no homem, que podia descobri-lo por meio da razão, daí a ideia de tolerância e de uma religião baseada na crença em um ser supremo. Acreditava na livre expressão, condenando a censura. Criticava a guerra e acreditava nas reformas, que realizadas sob a orientação dos filósofos, podiam resultar em um governo progressista.
   Montesquieu, que era aristocrata, afirmava que cada país deveria ter um tipo de instituição política, de acordo com o seu progresso econômico-social. Sua contribuição mais conhecida foi a doutrina dos três poderes, em que defendia a divisão da autoridade governamental em três instâncias: executivo, legislativo e judiciário, cada um deles deveria agir de modo a limitar a força dos outros dois.
   Jean Jacques Rousseau foi o mais radical e popular dos filósofos. Criticava a sociedade privada, idealizava uma sociedade de pequenos produtores independentes. Defendeu a tese da bondade natural dos indivíduos, pervertidos pela civilização. Propunha uma vida familiar simples, uma sociedade baseada na justiça, igualdade e soberania do povo.” (GUIMARÃES; CABRAL, 2015)

  Positivismo 

   O positivismo foi o termo escolhido por Auguste Comte para designar a corrente filosófica que tinha o culto da ciência e os métodos científicos como seus pilares principais. Guiado pela ciência e pela técnica, o positivismo crê no progresso do sistema capitalista e nos benefícios gerados pela industrialização. Fora isso, prega a necessidade de uma reorganização da sociedade. Esta reestruturação seria apenas de ordem intelectual, de acordo com Comte, seria uma revolução de idéias e não de instituições sociais. 
   O positivismo sofreu influência de outros pensadores franceses contemporâneos a Comte como Saint-Simon e Proudhon. No pensamento positivista existem três estados de evolução histórica do conhecimento: estado teológico, metafísico e positivo. 
   O estado teológico seria o ponto de partida da inteligência adquirida pelos seres humanos. “No estado teológico, o espírito humano, dirigindo-se essencialmente suas investigações para a natureza íntima dos seres, as causas primeiras e finais de todos os efeitos que o tocam (...) apresenta os fenômenos como produzidos pela ação direta e continua de agentes sobrenaturais”, disse Comte sobre o primeiro estado no Curso de Filosofia Positiva. 
   Já sobre o segundo estado (metafísico), que seria uma transição entre o teológico e o positivo, Comte afirma que “os agentes sobrenaturais são substituídos por forças abstratas”.
    No último estado, o positivo, Comte acredita estar a evolução racional da humanidade. Ele explica que neste estágio “a explicação dos fatos, reduzida então a seus termos reais, se resume de agora em diante na relação estabelecida entre os diversos fenômenos particulares e alguns fatos gerais, cujo número e progresso da ciência tende cada vez mais a diminuir. 

  Neopositivismo 

   “O neopositivismo foi uma corrente filosófica de matriz empirista, e que considera que a grande tarefa da filosofia é a análise da linguagem, acabando com os pseudo-problemas filosóficos. Uma das formas mais conhecidas atualmente desta corrente é a filosofia analítica. 
   O neopositivismo defende a adoção do método científico nas ciências sociais, preferindo modelos experimentais com teste de hipóteses, tendo como objetivo último, a formulação de teorias explicativas de relações causais.
   Ele também rejeita a metafísica (TRIVIÑOS, p. 37), mas por razões diferentes das sustentadas por Comte: não acha que o conhecimento metafísico deva ser rejeitado porque seja falso, mas porque suas proposições carecem de significado. E esta é uma das muitas diferenças que se podem estabelecer entre o positivismo clássico e o neopositivismo.
   Para o neopositivista, o conhecimento não cria apenas generalizações indutivas. As leis da lógica independem da experiência. São a priori, sintéticas, puramente tautológicas; todavia nada significam de novo. São como que regras de gramática, elaboradoras dos dados da experiência; são regras sintáticas, por sua vez apoiadas em princípios convencionados arbitrariamente. Tudo é pura posição (Setzung).
   O neopositivismo é um formalismo entre o positivismo clássico e o kantismo. Neste, no kantismo, os juízos sintéticos não são todavia tautológicos, como no neopositivismo, no qual os enunciados não ultrapassam a tautologia. Por isso, a filosofia, para o neopositivista, não é mais do que o estudo da sintaxe lógica dos enunciados científicos. Criando um sistema de signos, estes são os termos da linguagem científica.
   Observa que foi o positivismo lógico ou neopositivismo que formulou o “princípio da verificação” (demonstração da verdade): será verdadeiro aquilo que é empiricamente verificável, ou seja, toda a observação sobre o mundo deve ser confrontada com o dado. Esta visão manifestou-se como uma das principais limitações do positivismo lógico, e foi levantada por Karl Popper, integrante do círculo de Viena.” (TREVISAN, 2006) 

REFERÊNCIAS: 

  •  COSTA, André Galindo da; TONELO, Daniel. Filosofia da ciência e mudanças de paradigma: uma breve revisão da literatura. Disponível em: <http://www.fclar.unesp.br/home/Departamentos/AdministracaoPublica/RevistaTemasdeAdministracaoPublica/andregalindodanieltonelo.pdf>. Acesso em: 24 ago. 2015 ás 15:23.
  •   GUIMARÃES, Dilva; CABRAL, Paulo. Significado de Iluminismo. Disponível em: <http://www.significados.com.br/sobre/> . Acesso em: 24 ago. 2015 ás 16:14.
  •   SILVEIRA, Cássio Guilherme Reis. Texto de Filosofia. Disponível em: <http://www.doutrina.linear.com.br/Cientifico/Religi%E3o_Filosofia/O%20que%20%E9%20Positivismo.htm> . Acesso em: 24 ago. 2015. 
  •  BOURDÉ, Guy e MARTIN, Hervé. As Escolas Históricas. Lisboa: Editora Europa-América, 2000.  ARAUJO, Felipe. Ideologia Positivista. Disponível em: . Acesso em: 24 ago. 2015. Acesso ás 16:37 
  •  TREVISAN, Nanci Maziero. POSITIVISMO & PÓS-POSITIVISMO. 2006. Disponível em: <http://www2.metodista.br/unesco/GCSB/artigo_positivismo.htm> . Acesso em: 24 ago. 2015. Ás 17:36 

Como o desenvolvimento científico- tecnológico ocorrido a partir do século XV vem afetando o planeta, a vida humana e a sociedade moderna (séculos XIX e XX)?

   O desenvolvimento cientifico-tecnológico ocorrido a partir do século XV foi uma reformulação no modo de se constatar as ações humanas. A nova forma de pensar, comprovar e, principalmente, fazer ciência prosperou-se intensamente em um período que se prolongou até o fim do século XVII. Este período marcou uma ruptura com as práticas ditas científicas da Idade Média, fase em que a Igreja Católica ditava o conhecimento de acordo com os preceitos religiosos. Reforçada pelo Renascimento e estruturada na ciência e na tecnologia, a Revolução científica mudou significativamente a história da humanidade. Provou-se que a Terra é que girava em torno do Sol, a física explicou diversos comportamentos da natureza, a matemática descreveu verdades e o humanismo tornou os pensamentos mais críticos. 
   O surgimentos das primeiras indústrias na Inglaterra no século XVIII fez com que o desenvolvimento cientifico começasse a afetar o planeta Terra demasiadamente. Isso pelo fato de que iniciou-se a poluição, um dos grandes males da sociedade conteporânea (visto que um dos maiores desafios atualmente é a diminuição do efeito estufa). Assim, com o desenvolvimento acelerado da tecnologia e a mentalidade consumista do século XX imposta pelo capitalismo, surgiu o consumismo exacerbado da população. Isso causa até os dias atuais um grande impacto ambiental, tendo em vista a grande quantidade de lixo disperdiçado, a grande produção industrial (que consome matéria-prima), além da injusta competição entre as idústrias. 
   Com a revolução científica, a tecnologia teve uma ascenção incrível, como por exemplo, melhorando os meios de comunicações, os meios de locomoções e inúmeras inovações visando melhoria na qualidade de vida do ser humano. Assim, tal revolução afetou diretamente na vida humana e no convívio comum na sociedade. Isso trouxe mudaças que colhemos os frutos e sofremos as conseguências até hoje. 

Os 70 anos do uso da bomba atômica sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nasgasaki! Uma reflexão crítica 

   No dia 06 de agosto de 1945, os Estados Unidos da América lançou bombas atômicas sobre Hiroshima, e 3 dias depois foi a vez de Nagasaki conhecer o poder atômico dos americanos. Dentro dos primeiros 2-4 meses após os ataques, os efeitos agudos das explosões mataram entre 90 mil e 166 mil pessoas em Hiroshima e 60 mil e 80 mil seres humanos em Nagasaki; cerca de metade das mortes em cada cidade ocorreu no primeiro dia. Durante os meses seguintes, vários morreram por causa do efeito de queimaduras, problemas pulmonares e outras lesões. Um dos maiores problemas enfretado pós-ataque foi combater os efeitos da radiação, efeitos que, até então, nunca tinha sido estudado pelos japoneses. É preciso destacar ainda a fome e surtos epidêmicos de determinadas doenças (tuberculose, disenteria, hepatite etc.), bem como o surgimento de numerosas doenças de alterações psíquicas e psicossomáticas. Ainda hoje sente-se os efeitos causados pelas bombas atômicas. As pessoas que não morreram, foram expostas a uma devastadora radiação, a qual gerou lesões genéticas que foram transmitidas para os seus filhos, e filhos de seus filhos, e assim vai acontecer, também, às próximas gerações. A bomba não somente causou a morte de milhares de pessoas durante a explosão, mas causa a morte de pessoas até hoje, devido à radiação. Mais de 70 mil pessoas já foram mortas desde então, em consequência da exposição à radiação das bombas. 
   Uma parte do que se sabe, hoje em dia, sobre os efeitos da bomba atômica, não vem dos laboratórios, onde são realizados testes com radioatividade. Mas, sim, daqueles que conseguiram sobreviver aos horrores de Hiroshima e Nagasaki. Os hibakushas — palavra japonesa que significa "expostos à bomba" — conheceram de perto, ou dizendo da maneira correta, de baixo, as terríveis consequências de uma guerra nuclear. Nesse sentido, é preciso refletir sobre aquilo que entrou para o senso comum da história: a imagem da explosão da bomba atômica como um cogumelo gigante de fumaça. Dependendo do ponto de vista, ou melhor, dependendo do lugar em que a pessoa estivesse em relação à explosão da bomba, não era um cogumelo que seria visto. No que concerne a essa imagem, os hibakushas têm outra versão. Como eles dizem, a bomba atômica vista de baixo não é o cogumelo de fumaça, é o clarão.