segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Pesquisa: Boaventura de Souza Santos

Integrantes do grupo:

  • Caio Froes
  • Eduardo Kenji
  • Julia Nunes
  • Vinícius Araújo

BIOGRAFIA:

 • Português, nascido em 15 de novembro de 1940;
 • Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra;
 • Estudou filosofia do direito em Berlim;
 • Doutorado na Yale (2015);
 • Fundador da faculdade de Economia de Coimbra (1973);
 • É professor na Faculdade de Economia de Coimbra;
 • Diretor do Centro de Estudos Sociais e Coordenador científico do Observatório Permanente da justiça portuguesa;


OBRAS PUBLICADAS

 * 1987: Um Discurso Sobre as Ciências
 * 1988: O Social e o Político na Transição Pós-moderna
 * 1989: Introdução a uma ciência pós-moderna
 * 1990: O Estado e a Sociedade em Portugal (1974-1988). Porto: Afrontamento.
 * 1993 (org.): Portugal: um retrato singular, Porto: Afrontamento.
 * 1994:"Pela mão de Alice - o social e o político na pós-modernidade". Porto: Afrontamento.
 * 2000 Para uma concepção pós-moderna do direito. Acrítica da razão indolente: contra o desperdício da experiência, Porto: Afrontamento.
 * 2001 (org.): Globalização: Fatalidade ou Utopia?, Porto: Afrontamento.
 * 2004 : Escrita INKZ, Rio de Janeiro: Aeroplano.
 * 2005: " A Universidade do Século XXI: para uma reforma democrática e emancipatória da Universidade". 2.ed. São Paulo: Cortez Editora, 2005. (Coleção questões de nossa época; v.120).
 * 2005: O Fórum Social Mundial: manual de uso. São Paulo: Cortez Editora.
 * 2006 : Viagem ao centro da pele. Rio de Janeiro: Revista Confraria do Vento [7]
 * 2006 : A gramática do tempo: para uma nova cultura política, S. Paulo, Porto : Cortez Ed., Afrontamento.
 * 2006 : The Heterogeneous State and Legal Pluralism in Mozambique, Law & Society Review, 40, 1: 39-75.
 * 2007: La Reinvención del Estado y el Estado Plurinacional. Cochabamba: Alianza Internacional CENDA-CEJIS-CEDIB, Bolívia
 * 2007: El derecho y la globalización desde abajo. Com Rodriguez Garavito, César A. (Orgs), México: Anthropos.
 * Cognitive Justice in a Global World: Prudent Knowledge for a Decent Life (Org.). Lanham: Lexington,
 * 2007: Para uma revolução democrática da justiça. São Paulo: Cortez Editora

PELA MÃO DE ALICE: O SOCIAL E O POLÍTICO NA TRANSIÇÃO PÓS-MODERNA

 • Reflexão organizada sobre a transição entre paradigmas societais e diferentes modos de viver a vida em sociedade;
 •“Crise” do Projeto Cultural da Modernidade;
 • É dividido em três partes;

PELA MÃO DE ALICE : PARTE I

 • Referências teóricas de sua investigação;
 • “Perplexidades analíticas”;
 •Análise do marxismo;

PELA MÃO DE ALICE: PARTE II

 • Análise de alguns dos aspectos da crise da modernidade enquanto paradigma societal;
 •Tentativa de incluir países e situações diferentes;
 •11 testes sobre a situação de Portugal;
 • A necessidade de uma reação à racionalidade imposta pelo capitalismo (pós-modernidade);
 •Alternativas para superar a proposta do capitalismo moderno;

PELA MÃO DE ALICE: PARTE III

 •Análise do passado e presente, com futuro;
 •Constrói um resumo dos estudos sociológicos sobre a administração da justiça;
 •democratização da justiça e do acesso ao direito;

PROJETO ALICE

 • Início: Julho de 2011;
 • Boaventura é o diretor do projeto;
 •O projeto Alice é um momento importante no seu percurso científico e profissional, já que lhe permite rodear-se de uma equipa de jovens investigadores originários de vários países e formações científicas, dispostos a aprofundar coletivamente as linhas de investigação que decorrem das premissas epistemológicas, teórico-analíticas e metodológicas que vêm ganhando consistência desde há muito no seu trabalho. 
 • O projeto é financiado pelo Conselho Europeu para Investigação;
 • Visa repensar e renovar o conhecimento científico-social através das Epistemologias do Sul, propostas pelo diretor, com o objetivo de desenvolver novos paradigmas teóricos e políticos de transformação social.  • Transformação social, política e institucional pode beneficiar inovações em países do Sul Global.
 • Conta com uma equipe de jovens de diferentes países e formações;
 • Atua no Brasil, Bolívia, Equador, França, Índia, Itália, Portugal, África do Sul e Reino Unido.
 • Site: http://alice.ces.uc.pt/en/?lang=pt

REFERÊNCIAS 

http://alice.ces.uc.pt/en/index.php/about/boaventura-de-sousa-santos/?lang=pt 
https://www.google.com.br/search?q=pela+m%C3%A3o+de+alice+resenha&rlz= 1C1AVNE_enBR662&oq=pela+mao+de+alice&aqs=chrome.4.69i57j0l5.7072j0j4& sourceid=chrome&es_sm=122&ie=UTF-8#

QUESTÕES
4. Teoria do Caos
É uma das leis mais importantes do Universo, presente na essência de quase tudo o que nos cerca. A idéia central da teoria do caos é que uma pequenina mudança no início de um evento qualquer pode trazer conseqüências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro. Por isso, tais eventos seriam praticamente imprevisíveis - caóticos, portanto. Parece assustador, mas é só dar uma olhada nos fenômenos mais casuais da vida para notar que essa idéia faz sentido.
A teoria ganhou áres de estudo científico sério no início da década de 1960, quando o meteorologista americano Edward Lorenz descobriu que fenômenos aparentemente simples têm um comportamento tão caótico quanto a vida. Ele chegou a essa conclusão ao testar um programa de computador que simulava o movimento de massas de ar. Um dia, Lorenz teclou um dos números que alimentava os cálculos da máquina com algumas casas decimais a menos, esperando que o resultado mudasse pouco. Mas a alteração insignificante, equivalente ao prego do nosso exemplo, transformou completamente o padrão das massas de ar. Para Lorenz, era como se "o bater das asas de uma borboleta no Brasil causasse, tempos depois, um tornado no Texas". Com base nessas observações, ele formulou equações que mostravam o tal "efeito borboleta".
Estava fundada a teoria do caos. Com o tempo, cientistas concluíram que a mesma imprevisibilidade aparecia em quase tudo, do ritmo dos batimentos cardíacos às cotações da Bolsa de Valores. Na década de 70, o matemático polonês Benoit Mandelbrot deu um novo impulso à teoria ao notar que as equações de Lorenz batiam com as que ele próprio havia feito quando desenvolveu os fractais, figuras geradas a partir de fórmulas que retratam matematicamente a geometria da natureza, como o relevo do solo ou as ramificações de nossas veias e artérias. A junção do experimento de Lorenz com a matemática de Mandelbrot indica que o caos parece estar na essência de tudo, moldando o Universo. "Lorenz e eu buscávamos a mesma verdade, escondida no meio de uma grande montanha.
De acordo com dados coletados pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos. E pesquisas recentes mostraram algo ainda mais surpreendente: equações idênticas aparecem em fenômenos caóticos que não têm nada a ver uns com os outros. "As equações de Lorenz para o caos das massas de ar surgem também em experimentos com raio laser, e as mesmas fórmulas que regem certas soluções químicas se repetem quando estudamos o ritmo desordenado das gotas de uma torneira", afirma o matemático Steven Strogatz, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos.



Pós-modernidade e a "era do vazio"
A sociedade pós-moderna é aquela em que reina a indiferença de massa, no qual domina o sentimento de repetição e estagnação, na qual a autonomia particular avança por si mesma, em que o novo é acolhido do mesmo modo que o velho, em que a inovação se torna banal, em que o futuro não é mais assimilado a um progresso inelutável. A sociedade moderna era conquistadora, a creditava no futuro, na ciência, na técnica.
Na sociedade pós-moderna, a confiança e a fé no futuro se dissolvem, ninguém mais acredita nos amanhãs radiosos da revolução. O conceito de revolução desaparece ante uma nova ordem mais pausterizada.
Na sociedade pós-moderna, as pessoas querem viver o momento atual, aqui e agora, querem se conservar jovens e não pensam mais em forjar um novo homem. A sociedade pós-modernidade tem mais ídolos ou tabus, é o vazio que predomina.
A cultura pós-moderna é voltada para o aumento do individualismo, diversificando as opções de escolha, cada vez mais opções de escolha sobre tudo em uma sociedade de consumo levando a perda de uma visão crítica sobre os objetos e valores que estão a nossa volta. É uma cultura da personalização. Individualismo total. Os desejos individualistas passam a ter mais valor do que os desejos e interesses de classe, fazendo com que se enfraqueça a perspectiva de movimentos sociais e de vida coletiva. Cada vez mais se criam nichos específicos sociais onde cada um encontra o seu par de acordo com os próprios interesses que acabam por fortalecer esta visão pessoal em detrimento do social. Desejo de estar entre idênticos, junto aos demais indivíduos que compartilham as mesmas preocupações imediatas e circunscritas. Narcisismo coletivo: parecemos-nos porque somos semelhantes, porque temos os mesmos objetivos existenciais. É uma sociedade mais caracterizada pela informação e pela expressão.
Indiferença aos conteúdos, a comunicação sem finalidade e sem público, o desejo de se expressar, de se manifestar a respeito de nada. Comunicar por comunicar, expressar-se sem qualquer outra finalidade a não ser expressar-se e ser ouvido por um micro-público, esta é a lógica do vazio. O isolamento do ser social e a valorização do ser individual.



Ciber-cultura
De acordo com Pierre Lévy cibercultura pode ser definida  como o lugar que “se constrói e se entende por meio da interconexão das mensagens entre si, por meio de sua vinculação permanente com as comunidades virtuais”.
A cibercultura é relação entre a tecnologia e a comunicação, que começaram a caminhar lado a lado com a evolução tecnológica que gerou a convergência entre informática e telecomunicação. É a cultura da remixagem, do ode a internet, da idolatria ao virtual, o que, diga-se de passagem, é intrínseco às novas gerações.
A cibercultura é uma cultura contemporânea, caracterizada pelo compartilhamento de informação e conhecimento. O que acontece, por exemplo em nosso dia-a-dia quando usamos plataformas sociais, como Facebook, e Twitter, quando acessamos um site de notícias, ou até mesmo em conversas na hora do cafezinho.



Holismo
A palavra “holismo” vem do grego “holos” que significa “todo”, “inteiro”, “completo”, e é usada para designar um modo de pensar, ou considerar a realidade, segundo a qual nada pode ser explicado pela mera ordenação ou disposição das partes, mas antes pelas relações que elas mantém entre si e com o próprio todo. As realidades poderiam ser entendidas em dois estágios: o primeiro seria o “todo" e este, por sua vez, seria composto por partes distintas porém inter-relacionadas, apenas compreensíveis dentro do contexto do “todo”.
O holismo, na verdade, surge da crise que abalou os alicerces da ciência questionando o postulado de qualquer filosofia reducionista, que baseada na lógica do pensamento cartesiano-newtoniano, deixa de considerar as interações existentes entre tudo o que existe e as conseqüências de qualquer alteração nestas interações que, segundo afirmam alguns seriam as responsáveis pelo desequilíbrio enfrentado pelo mundo hoje (seja do ponto de vista social, econômico ou ambiental).

Com implicações profundas em quase todas as áreas do conhecimento, a filosofia holística vem provocando questionamentos principalmente nos campos da saúde onde as doenças começam a ser encaradas como uma manifestação localizada de um distúrbio no equilíbrio do indivíduo como um todo, não apenas de uma de suas partes (questão focada por algumas práticas medicinais tradicionais como a ayurveda).

5 - Qual é o papel da ciência e da tecnologia no mundo atual?

      Vivemos em uma sociedade que a tecnologia e a ciência caminham lado a lado no nosso dia-a-dia, a ciência evoluiu muito e proporcionou muitas facilidades nas nossas tarefas, todas as tecnologias vieram para nos auxiliar de alguma forma e são muito bem sucedidas mas não é tão fácil assim, hoje em dia é preciso ter um bom conhecimento dessas tecnologias e estar atualizado para que você consiga usá-las, muitas tecnologias antigas são consideradas ultrapassadas e não são mais usadas, por exemplo o caso de armazenamento de dados em que antes usavam-se disquetes de 1,4Megabyte e hoje existem pen drives com capacidade de armazenamento muito maior, em Gigabytes. Hoje em dia a tecnologia caminha em uma evolução a passos largos, onde por exemplo se desenvolve um novo tipo de software ou se desenvolvem novos aparelhos para uso no seu trabalho, na busca de economia de tempo e dinheiro. Por outro lado, com os smartphones principalmente que temos praticamente um computador em nossas mãos, conseguimos nos comunicar com outras pessoas de até outro lado do mundo, realizar tarefas de estudo e de trabalho, etc, mostrando de fato como a tecnologia está presente nos mais simples momentos da nossa vida. Então, o que se conclui disso é que a tecnologia é um pilar necessário hoje em dia para o caminhamento da humanidade, onde o seu papel é cada vez mais economizar tempo e dinheiro, tornando tudo mais fácil e desenvolvendo-se de forma sustentável.

6 -Relativismo, ausência de posicionamento crítico social, aceitação as críticas de experiências contemporâneas não podem nos levar ao caos, porque já estamos presente no nele. Segundo a teoria do caos, ele já predomina na sociedade, já que nem tudo sai como o planejado, assim nós não poderíamos estar na direção da teoria do caos, pois ele esta inserido em todas as nossas ações.

Pesquisa: Gilles Lipovetsky

Nome do grupo: Filosofando

Integrantes do grupo:


  • Daniella Aragão de Souza 
  • Nayhara Reis Flôr 
  • Victor do Amaral Ghiraldi 
  • Luiz Felipe Salles Lopes 


Líder: Daniella Aragão de Souza

Textos:

1 – PAYÁ, José Vicent. Resumo do Livro "A Era do Vazio" de Gilles Lipovetsky. 2011. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2015. 

   O livro A Era do Vazio, uma das principais obras de Gilles Lipovetsky, faz uma análise profunda da sociedade pós-moderna, afirmando que esta está marcada pela indiferença de massa e pelo sentimento de que tudo está estagnado e se repete, abrindo espaço para o avanço da autonomia particular e para o sentimento de banalidade perante as inovações características do século. 
   Ao contrário da sociedade moderna, que era futurista e idealista, na pós modernidade não existe uma fé no amanhã, e sim uma necessidade de se viver bem o presente, trazendo como consequência uma valorização da juventude. 
   E, principalmente, há uma forte presença do individualismo na sociedade atual. A maior variedade de opções de escolha sobre qualquer panorama em uma sociedade de consumo leva a uma perda da visão crítica sobre tudo que está a nossa volta. Os desejos do “eu” tornaram-se mais importantes que os desejos do “nós”, enfraquecendo movimentos sociais e ideiais de revolução, já que o presente é o que realmente faz sentido. Os indivíduos passaram a organizar-se de acordo com suas semelhanças com o outro, criando nichos específicos de pessoas que possuem as mesmas preocupações momentâneas, caracterizando um narcisismo coletivo, pois apenas nos parecemos semelhantes em nossas ideias. 
   Assim surge o vazio, com a morte do ser social e o nascimento do ser individual, totalmente indiferente a conteúdos, que se expressa e se manifesta apenas pelo ato de se comunicar, sem preocupar-se com a mensagem em si ou com quem irá recebê-la. 


Vídeo: “Interpretação de A era do vazio”

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=MMhe4uiE MnY 
O vídeo nos apresenta de forma clara e objetiva a interpretação da questão da moda abordada no livro A era do vazio de Gilles Lipovetsky.

2 – D'ALMEIDA, Tarcísio. Lipovetsky, o Filósofo da Moda. 2013. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2015.
   Galles Lipovetsky nasceu em 24 de setembro de 1944 na cidade de Millau, França. Conhecido por ser um guru da pós-modernidade e pensador polêmico da filosofia de transição do milênio, também é filósofo, pesquisadoe e professor. 
   Já esteve em São Paulo e no Rio de Janeiro ministrando cursos e discutindo sobre 'o fenômeno da moda' nas sociedades comteporâneas. 
   Lipovetsky retrata a moda como um fenômeno literário. E mais, ele não reflete a moda apensa como um fenômeno isolado, mas sim a partir de uma racionalidade científica. Também defende que a moda é marcada pelo tempo atual, o presente, diferente da ideologia (marcada pelo futuro) ou da tradição (marcada pelo passado). 
   Entre suas principais obras podemos citar 'A era do vazio: ensaio sobre o individualismo contemporâneo' e 'Império do efêmero: estudo da moda nas sociedades modernas'. Lipovetsky possui muitas outras obras além dessas, desde antigas (1988) até mais recentes (2015). 
   O texto também apresenta uma entrevista muito interessante realizada com Lipovetsky no Brasil pelo repórter e pesquisador de semiótica da moda na USP Tarcísio D'Almeida. 


Vídeo: “O Valor da Liberdade - 1º episódio (Gilles Lipovetsky)” 

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=jNN0zJgCUb8 
O vídeo apesar de longo é muito interessante. Nele, Gilles Lipovetsky fala sobre a liberdade expondo seu ponto de vista e detalhando sobre o assunto.

3 - LEÃO, Igor Zanoni Constant Carneiro. Reflexões sobre O Império do Efêmero, de Gilles Lipovetsky. Disponível em : < http://www.economiaetecnologia.ufpr.br/revista/25%20Capa/ Igor%20Zanoni%20Constant%20Carneiro%20Leao.pdf >. Acesso em: 10 out. 2015.
   Sendo um livro polêmico, muito criticado por uns porém considerado um autêntico guia dos anos 80 por outros, O Império do Efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas, escrito por Gilles Lipovetsky e publicado na França em 1987 e no Brasil em 2009, destaca-se como painel de um pensamento ao mesmo tempo rebelde às tradições críticas clássicas e uma defesa do individualismo democrático daquelas sociedades. 
   Seu objetivo não é estudar as camadas sociais situadas no topo da pirâmide de renda e propriedade, mas o acesso do bem-estar e do luxo a grandes camadas da população logo abaixo destes. 
   Em seu livro, Lipovetsky faz comparações da moda com obras poéticas. Ele trata sobre a manifestação da moda não como uma forma de rivalidade entre as classes sociais ou como uma consequência do consumo conspícuo, mas sim como a consequência de uma nova relação entre as pessoas para afirmar uma personalidade própria. Assim, Lipovetsky confere à moda um caráter libertário, simbolo das transformações que anunciaram o surgimento das sociedades democráticas.


Vídeo: “O império do efêmero - stop motion colagem” 

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3JU2qiZh5C4 
O vídeo retrata muito bem sobre a questao da moda e da singularidade proposta por Lipovetsky por meio de conjuntos de imagens e recortes.

DEFINIÇÕES: 

  1. Teoria do caos: 
   É uma das leis mais importantes do Universo, presente na essência de quase tudo o que nos cerca. A idéia central da teoria do caos é que uma pequenina mudança no início de um evento qualquer pode trazer conseqüências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro. Por isso, tais eventos seriam praticamente imprevisíveis - caóticos, portanto. Parece assustador, mas é só dar uma olhada nos fenômenos mais casuais da vida para notar que essa idéia faz sentido. Imagine que, no passado, você tenha perdido o vestibular na faculdade de seus sonhos porque um prego furou o pneu do ônibus. Desconsolado, você entra em outra universidade. Então, as pessoas com quem você vai conviver serão outras, seus amigos vão mudar, os amores serão diferentes, seus filhos e netos podem ser outros... 
   No final, sua vida se alterou por completo, e tudo por causa do tal prego no início dessa seqüência de eventos! Esse tipo de imprevisibilidade nunca foi segredo, mas a coisa ganhou ares de estudo científico sério no início da década de 1960, quando o meteorologista americano Edward Lorenz descobriu que fenômenos aparentemente simples têm um comportamento tão caótico quanto a vida. Ele chegou a essa conclusão ao testar um programa de computador que simulava o movimento de massas de ar. Um dia, Lorenz teclou um dos números que alimentava os cálculos da máquina com algumas casas decimais a menos, esperando que o resultado mudasse pouco. Mas a alteração insignificante, equivalente ao prego do nosso exemplo, transformou completamente o padrão das massas de ar. Para Lorenz, era como se "o bater das asas de uma borboleta no Brasil causasse, tempos depois, um tornado no Texas". Com base nessas observações, ele formulou equações que mostravam o tal "efeito borboleta". 
   Estava fundada a teoria do caos. Com o tempo, cientistas concluíram que a mesma imprevisibilidade aparecia em quase tudo, do ritmo dos batimentos cardíacos às cotações da Bolsa de Valores. Na década de 70, o matemático polonês Benoit Mandelbrot deu um novo impulso à teoria ao notar que as equações de Lorenz batiam com as que ele próprio havia feito quando desenvolveu os fractais, figuras geradas a partir de fórmulas que retratam matematicamente a geometria da natureza, como o relevo do solo ou as ramificações de nossas veias e artérias. A junção do experimento de Lorenz com a matemática de Mandelbrot indica que o caos parece estar na essência de tudo, moldando o Universo. "Lorenz e eu buscávamos a mesma verdade, escondida no meio de uma grande montanha. A diferença é que escavamos a partir de lugares diferentes", diz Mandelbrot, hoje na Universidade de Yale, nos Estados Unidos. E pesquisas recentes mostraram algo ainda mais surpreendente: equações idênticas aparecem em fenômenos caóticos que não têm nada a ver uns com os outros. "As equações de Lorenz para o caos das massas de ar surgem também em experimentos com raio laser, e as mesmas fórmulas que regem certas soluções químicas se repetem quando estudamos o ritmo desordenado das gotas de uma torneira", afirma o matemático Steven Strogatz, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Isso significa que pode haver uma estranha ordem por trás de toda a imprevisibilidade. Só a continuação das "escavações" pode resolver o mistério. 
  1. Pós-modernidade: 
   As características da pós-modernidade podem ser resumidas em alguns pontos: propensão a se deixar dominar pela imaginação das mídias eletrônicas; colonização do seu universo pelos mercados (econômico, político, cultural e social); celebração do consumo como expressão pessoal; pluralidade cultural; polarização social devido aos distanciamentos acrescidos pelos rendimentos; falências das metanarrativas emancipadoras como aquelas propostas pela Revolução Francesa: liberdade, igualdade e fraternidade. 
   A pós-modernidade recobre todos esses fenômenos, conduzindo, em um único e mesmo movimento, à um a lógica cultural que valoriza o relativismo e a (in)diferença, a um conjunto de processos intelectuais flutuantes e indeterminados, á uma configuração de traços sociais que significaria a erupção de um movimento de descontinuidade da condição moderna: mudanças dos sistemas produtivos e crise do trabalho, eclipse da historicidade, crise do individualismo e onipresença da cultura narcisista de massa. 
   Em outras palavras: a pós-modernidade tem predomínio do instantâneo, da perda de fronteiras, gerando a idéia de que o mundo está cada vez menor através do avanço da tecnologia. Estamos diante de um mundo virtual, imagem, som e texto em uma velocidade instantânea. No campo urbano, a cidade é vendida aos pedaços porque nela há caos, (des)ordem: padrões de diferentes graus de complexidade: o efêmero, o fragmentário, o descontínuo, o caótico predomina. 
   Mudam-se valores: é o novo, o fugidio, o efêmero, o fulgaz, o individualismo, que valem. A aceleração transforma o consumo numa rapidez nunca vivenciada: tudo é descartável (desde copos a maridos/ou esposas). A publicidade manipula desejos, promove a sedução, cria novas imagens e signos, eventos como espetáculos, valorizando o que a mídia dá ao transitório da vida. As telecomunicações possibilitam imagens vistas em todas as partes do planeta, facilitando a mercadificação de coisas e gostos. A informatização, o computador, o caixarápido 24 horas, a telemática são compulsivamente disseminadas. As lutas mudam: agora não é contra o patrão, mas contra a falta deles. Os pobres só dizem presente nos acontecimentos de massa, lugar de deslocamento das energias de revolta. 
  1. Cibercultura:
   A cibercultura é relação entre a tecnologia e a comunicação, que começaram a caminhar lado a lado com a evolução tecnológica que gerou a convergência entre informática e telecomunicação. É a cultura da remixagem, do ode a internet, da idolatria ao virtual, o que, diga-se de passagem, é intrínseco às novas gerações. 
   Trata-se de uma cultura contemporânea, caracterizada pelo compartilhamento de informação e conhecimento. O que acontece, por exemplo em nosso dia-a-dia quando usamos plataformas sociais, como Facebook, quando acessamos um site de notícias, ou até mesmo em conversas na hora do cafezinho.
  1. Holismo:
   A palavra “holismo” vem do grego “holos” que significa “todo”, “inteiro”, “completo”, e é usada para designar um modo de pensar, ou considerar a realidade, segundo a qual nada pode ser explicado pela mera ordenação ou disposição das partes, mas antes pelas relações que elas mantém entre si e com o próprio todo. As realidades poderiam ser entendidas em dois estágios: o primeiro seria o “todo" e este, por sua vez, seria composto por partes distintas porém inter-relacionadas, apenas compreensíveis dentro do contexto do “todo”. 
   Em 1926 a palavra “holismo” foi empregada por Jan Christian Smuts em seu livro “Holism and Evolution” (Holismo e Evolução), porém com uma definição bem mais abrangente do que a empregada atualmente. Mas o holismo só tomou força a partir da década de 80 quando passou a ser empregado para tentar explicar um novo paradigma que deveria ser empregado a fim de anular os diversos distúrbios causados pelo homem na natureza. Por isso, o holismo é freqüentemente associado a discursos ambientalistas. 
   O holismo, na verdade, surge da crise que abalou os alicerces da ciência questionando o postulado de qualquer filosofia reducionista, que baseada na lógica do pensamento cartesiano-newtoniano, deixa de considerar as interações existentes entre tudo o que existe e as conseqüências de qualquer alteração nestas interações que, segundo afirmam alguns seriam as responsáveis pelo desequilíbrio enfrentado pelo mundo hoje (seja do ponto de vista social, econômico ou ambiental). 
   Com implicações profundas em quase todas as áreas do conhecimento, a filosofia holística vem provocando questionamentos principalmente nos campos da saúde onde as doenças começam a ser encaradas como uma manifestação localizada de um distúrbio no equilíbrio do indivíduo como um todo, não apenas de uma de suas partes (questão focada por algumas práticas medicinais tradicionais como a ayurveda). 
  1. Era do vazio:
   Estamos vivendo novos tempos. A Era do Vazio baseia-se em um novo estágio histórico do individualismo, uma nova era democrática que se traduz pela redução da violência e pelo desgaste do que há um século vem sendo considerada como vanguarda, onde as sociedades democráticas avançadas estão agora situadas na era 'pós-moderna'. A obra focaliza o enfraquecimento da sociedade, dos costumes, do indivíduo contemporâneo da era do consumo de massa e a emergência de um modo de socialização e de individualização inédita, numa ruptura com que foi instituído a partir dos séculos XVII e XVIII. Esta obra é uma tradução da última edição francesa, com pósfacio do autor, e tem uma magnífica apresentação escrita pelo filósofo brasileiro Juremir Machado da Silva, que situa os temas na atual realidade da sociedade brasileira. 
  1. Ciência da informação e da comunicação - tic’s:
   Chamamos Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) aos procedimentos, métodos e equipamentos para processar informação e comunicar que surgiram no contexto da Revolução Informática, Revolução Telemática ou Terceira Revolução Industrial, desenvolvidos gradualmente desde a segunda metade da década de 1970 e, principalmente, nos anos 90 do mesmo século. Estas tecnologias agilizaram e tornaram menos palpável o conteúdo da comunicação, por meio da digitalização e da comunicação em redes para a captação, transmissão e distribuição das informações, que podem assumir a forma de texto, imagem estática, vídeo ou som. Considera-se que o advento destas novas tecnologias e a forma como foram utilizadas por governos, empresas, indivíduos e sectores sociais possibilitaram o surgimento da Sociedade da Informação. As áreas de aplicação das TIC, a que actualmente se recorre de forma intensiva nas diversas esferas da intervenção humana. 
- Computador : Computar significa calcular ou contar. Um computador é um aparelho concebido para desempenhar cálculos e operações lógicas com facilidade, rapidez e fiabilidade, seguindo instruções (programas) nele introduzidas. 
- Comunicação : é essencial à condição humana desde as mais remotas eras e consiste numa interação que ocorre entre dois ou mais intervenientes, em termos de transmissão e recepção de informação. 
- Controlo e automação : de mecanismos e de processos e equipamentos industriais é um campo de aplicação das TIC. A Domótica, a Robótica, a simulação de veículos, o controlo de processos e instrumentos na indústria química ou no ambiente hospitalar, são exemplos da aplicação e da importância desta área. 
  1. Relativismo, ausência de posicionamento crítico social, aceitação a-crítica de experiências contemporâneas podem levar ao risco da destruição da ordem e a consequente destruição do tecido social? Caminhamos para o caos?
   Achar que todo conhecimento é relativo, recusando toda e qualquer verdade ou valor tidos como absolutos; Não possuir uma visão crítica e detalhista do mundo; Aceitar de forma pacífica tudo que o mundo lhe impõe e não se perguntar “o por que” ou se intrigar com algo que está sendo afirmado; São formas de tornar o mundo menos seletivo com as informações que circulam livremente. 
   Senso crítico é a capacidade de questionar e analisar de forma racional e inteligente tudo o que é trasmitido para nós, é a predisposição que um indivíduo tem de criar sua própria opinião, independente do senso comum. A sua falta pode gerar problemas graves, por exemplo: 
   “Um individuo lê na capa de uma revista que um determinado deputado possui contas ilegais na Suiça. Como ele considera aquela revista confiável, prefere entrar numa zona de conforto e aceitar aquilo como verdade a ir pesquisar mais sobre essa informação que lhe foi transmitida. Isso, além de formar uma opinião errônea de que todos na política não prestam, causa uma revolta geral na população, que se achará no direito de fazer justiça com as próprias mãos ou provocar algum tipo de entropia social” 
   Assim como no exemplo citado acima, podemos citar diversos outros casos onde a falta de senso crítico pode levar ao risco da destruição da ordem e consequentemente a destruição do tecido social. Esse risco de desordem se agrava ainda mais com a difusão de informações na internet, onde o anonimato e a liberdade faz com que qualquer um divulgue o que quiser sem pesquisa ou fundamento. Infelizmente essa reação apática, desinteressada e claramente remediadora parece ser um padrão de comportamento que permeia a maioria dos integrantes da nossa sociedade. Tudo indica que essa falta de senso crítico nas notícias recebidas e tudo que nos rodeia tende a piorar no futuro, pois a nossa sociedade, como existe e funciona na atualidade, conspira para isso. 
  1. Qual é o papel da ciência e da tecnologia no mundo atual? (pós-moderno) 
   “Apesar de todos os benefícios que a ciência moderna e a tecnologia têm proporcionado aos seres humanos, vem crescendo o discurso crítico sobre o risco que elas podem causar no cenário da sociedade moderna, embora seja um assunto controvertido já que trata do risco e não do progresso. Numa sociedade em que o desenvolvimento científicotecnológico tornou-se hegemônico é fundamental refletir sobre a tecnologia numa outra perspectiva. O que temos visto é que o progresso tecnológico não tem atendido às necessidades básicas da população e sim tem servido para a promoção de interesses de poucos como estratégia do sistema capitalista. Entendemos que as prioridades que os governantes têm dado à tecnologia tem que ser revista na busca da promoção humana, visando melhorar a qualidade de vida da população, fato que não ocorre efetivamente. 
   Poderíamos dizer então que o crescimento da importância do conhecimento e a aceleração na produção de inovações faz com que as assimetrias e desigualdades sociais estejam propensas a agravar-se na mesma velocidade, ficando mais difícil superá-las e exigindo cada vez mais esforços na tentativa de revertê-las. 
   Nos últimos anos, a pesquisa básica tem concentrado seus esforços em campos muito distantes das necessidades cotidianas da sociedade. A ciência e a tecnologia visam atender às necessidades das classes dominantes e dos governos que representam empresas poderosas, de modo que somente uma pequena parcela da população pode usufruir de seus serviços e inovações, acentuando a desigualdade social, ao mesmo tempo em que garante o lucro de um seleto grupo de empresas. 
   Se visarmos o bem-estar geral e não o lucro máximo, devemos mudar o critério para o desenvolvimento científico-tecnológico e, conseqüentemente, o econômico. É necessário haver uma modificação radical do lugar da ciência na sociedade, de forma a abrir as portas do mundo científico e tecnológico a toda a população e não somente a uma “elite”, vinda das classes dirigentes ou por eles selecionada, que tem tido o monopólio da ciência desde o início da civilização”. 

REFERÊNCIAS:

  • ESTRANHO, Mundo. O que é a teoria do caos? Disponível em: Acesso em: 11 out. 2015. 
  • FRITJOF, Capra. O ponto de mutação. São Paulo: Cultrix, 2000. 
  • LÉVY, Pierre. Introduçao: Dilúvios. In: CIBERCULTURA. São Paulo: Editora 34 Ltda, 1999. 
  • RAMOS, Sérgio. Tecnologias da Informação e Comunicação. Disponível em: < http://livre.fornece.info/media/download_gallery/recursos/conceitos_basicos/TICConceitos_Basicos_SR_Out_2008.pdf > Acesso em: 11 out. 2015. 
  • SANTOS, Milton. Metamorfose do espaço geográfico. São Paulo: Hucitec, 1996. 
  • SILVEIRA, Rosemari Monteiro Castilho Foggiatto. CIÊNCIA E TECNOLOGIA: Transformando a relação do ser humano com o mundo. Disponível em: Acesso em: 11 out. 2015. 
  • TERRICABRAS, J. M., et al. Diccionario de Filosofia, Tomo II (E-J).Editoral Arial S.A., Barcelona, 1994.

Webquest 2:

Integrantes do grupo:
Maura Ramos Linhares
Luiz Allan Garcia
Rafael Brandão

WEBQUEST

Texto 1 - As redes sociais da internet: a revolução na comunicação global.
Autora: Márcia Moussallem.

Comentário:Esse novo padrão de sociabilidade que a tecnologia traz transforma as relações políticas, econômicas e culturais, criando e recriando novos papéis e atores. As pessoas, além de consumidores, passam também a criar diversos conteúdos e imagens. Entretanto, apesar da grande relevância que a tecnologia trouxe para a sociedade em todos os campos, pesquisadores apontam que estamos diante de uma desumanização das redes sociais, aumentando a depressão, alienação e solidão, bem como o afastamento das relações familiares e de amizade.

Texto 2 – A revolução da internet das coisas.
Autor: Maurício de Carvalho.

Comentário:O fato é que as novas tecnologias são capazes de fazer conexões entre pessoas e objetos. E isso é inédito na história. São os chamados wearablesdevices (dispositivos digitais para vestir). Com eles, já é possível medir a pressão arterial, automatizar residências, controlar a temperatura de um ambiente, gerenciar frotas, fazer um carro estacionar sozinho, entre outras muitas atividades. Onde isso vai parar? Não sei e ninguém sabe. A inovação não tem limites. E, para nós que atuamos no segmento de tecnologia, o grande desafio está em usar todo esse conhecimento em prol de soluções que facilitem o dia a dia das pessoas. Mas, uma coisa posso afirmar, trata-se de um caminho sem volta.

Texto 3 – A revolução digital.
Autora: Léa Elisa Silingowschi Calil

Comentário:A internet traz consigo uma globalização maior do que aquela provocada pelas grandes navegações, que descobriu novos continentes e ampliou como nunca, até então, os mercados ao oferecer novos e desconhecidos produtos. Cria novos postos de trabalho com a mesma velocidade com que fecha outros com uma rapidez muito maior do que aquela provocada pela revolução industrial. Democratiza o acesso a informações a muito mais pessoas e com mais amplitude que a invenção da imprensa por Guttemberg o fez.
Aqueles que não têm acesso à rede mundial de computadores estão sendo excluídos desta revolução. Vivem o que se chama de exclusão digital. A exclusão digital é um problema sério que deve ser combatido por todos os governos. A diferença entre alguém que sabe usar um computador e acessar a Internet daquele que não sabe nada sobre este assunto (uma vítima da exclusão digital) pode, em alguns anos, ser tão grande quanto a que existe entre um analfabeto e um alfabetizado.


Imagem 1: “Em 60 segundos”.
Comentário:Essa imagem é um infográfico do que acontece na internet em 60 segundos, chega a ser chocante o número de informações que podem ser trocadas em tão pouco tempo.
Imagem 2:“Revolução digital”

Comentário:Essa imagem é um infográfico sobre a revolução digital e o que aconteceu nos últimos 10 anos, realmente foi muito avanço em tão pouco tempo.

Imagem 3 – “Apropriação de ideias”.
Comentário:Essa imagem mostra como é fácil se apropriar de ideias de outras pessoas, lembrando que mesmo com toda a facilidade que a internet nos dá é preciso ainda pensar em usa-la com ética.


Vídeo 1 – “Redes Sociais - Revolução na internet”.

Comentário:O vídeo mostra de forma bem simples o quanto as redes sociais elevaram a agilidade das pessoas se conectarem com tudo.

Vídeo 2 – “Surgimento e evolução da internet”.

Comentário:O vídeo retrata o surgimento da internet e sua evolução com o passar do tempo.

Vídeo 3 – “A rede social – O filme”.

Comentário:O filme retrata a história da criação de uma das maiores redes sociais do mundo, e aborda conceitos sobre ética.


Teoria do caos: É uma das leis mais importantes do Universo, presente na essência de quase tudo o que nos cerca. A idéia central da teoria do caos é que uma pequenina mudança no início de um evento qualquer pode trazer conseqüências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro. Por isso, tais eventos seriam praticamente imprevisíveis - caóticos, portanto.

Pós-modernidade:A pós-modernidade é um conceito da sociologia histórica que designa a condição sócio-cultural e estética prevalente no capitalismo após a queda do Muro de Berlim (1989), o colapso da União Soviética e a crise das ideologias nas sociedades ocidentais no final do século XX, com a dissolução da referência à razão como uma garantia de possibilidade de compreensão do mundo através de esquemas totalizantes.

Cybercultura: É a cultura que surgiu, ou surge, a partir do uso da rede de computadores através da comunicação virtual, a indústria do entretenimento e o comércio eletrônico. É também o estudo de vários fenômenos sociais associados à internet e outras novas formas de comunicação em rede, como as comunidades on-line, jogos de multi-usuários, jogos sociais, mídias sociais, realidade aumentada, mensagens de texto, e inclui questões relacionadas à identidade, privacidade e formação de rede.

Holismo: Abordagem, no campo das ciências humanas e naturais, que prioriza o entendimento integral dos fenômenos, em oposição ao procedimento analítico em que seus componentes são tomados isoladamente [Por ex., a abordagem sociológica que parte da sociedade global e não do indivíduo.].

“Era do vazio”:A Era do Vazio baseia-se em um novo estágio histórico do individualismo, uma nova era democrática que se traduz pela redução da violência e pelo desgaste do que há um século vem sendo considerada como vanguarda, onde as sociedades democráticas avançadas estão agora situadas na era 'pós-moderna.

TICS:As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) podem ser entendidas como um conjunto de recursos tecnológicos que proporcionam um novo modo de se comunicar. Surgiu, no decorrer da história, no cenário da Terceira Revolução Industrial e foi gradualmente se desenvolvendo a partir da década de 70 e foi ganhando atenção, sobretudona na década de 1990.Algumas das maiores características das TICs são a agilidade, a horizontalidade e a possibilidade de manipulação do conteúdo da comunicação e informação mediante a digitalização e comunicação em redes.


Relativismo, ausência de posicionamento crítico social e a aceitação acrítica de experiências contemporâneas podem levar ao risco da destruição da ordem e a consequente destruição do tecido social? Caminhamos para o caos?
Sim, a falta de posicionamento e da capacidade de captar a informação, processá-la e formar uma opiniãopode prejudicar e muito a sociedade. Acredito que falar que caminhamos para o caos é exagero, acho que é uma situação que ainda tem volta.


Qual é o papel da ciência e da tecnologia no mundo atual (pós-moderno)?
Conscientizar a população e disseminar o conhecimento consciente.




terça-feira, 13 de outubro de 2015

Webquest:



Integrantes do grupo:


Arthur Saboia
Beatriz Graciano do Nascimento
Jenifer Bruna Lacerda
Leonardo Bonani


1/2- Selecionem três textos sobre o assunto em foco e façam o resumo e comentários (artigos, estudos, resenhas e livros) Citem as fontes dos textos.

Texto 1 (Positivismo):


“A autoria do termo positivismo é geralmente atribuída ao filósofo Augusto Comte (1798-1857) e é comumente entendida como a linha de pensamento que entende que o conhecimento científico sistemático é baseado em observações empíricas, na observação de fenômenos concretos, passíveis de serem apreendidos pelos sentidos do homem. Não apenas isso, o positivismo é a ideia da construção do conhecimento pela apreensão empírica do mundo, buscando descobrir as leis gerais que regem os fenômenos observáveis. Dessa forma trabalham as ciências naturais, como a biologia ou a química, que se debruçam sobre seus objetos de estudo em busca de estruturação das “regras” que constituem as formas de interação entre organismos e seus compostos no mundo biológico observável ou das interações entre diferentes reagentes químicos.

Para Comte, a busca pelo conhecimento positivo constituiria a principal forma de construção de conhecimento do homem. Diante disso, os estudos das áreas das ciências humanas deveriam tomar esse mesmo rumo, de forma a produzir um real conhecimento com o objetivo último de compreender as leis que constituem e regem as interações entre indivíduos e fenômenos no mundo social, independente do tempo ou do espaço no qual se encontram.

O pensamento de Augusto Comte se construía em paralelo aos acontecimentos históricos de sua época. A revolução francesa e a crescente industrialização da sociedade trouxe à tona novos problemas e novas formas observáveis de processos de mudanças profundas na vida da sociedade tradicional da época. Comte buscava a criação de uma ciência da sociedade capaz de explicar e compreender todos esses fenômenos da mesma forma que as ciências naturais buscavam interpelar seus objetos de estudo. Ele acreditava ser possível entender as leis que regem nosso mundo social, ajudando-nos a compreender os processos sociais e dando-nos controle direto sobre os rumos que nossas sociedades tomariam, acreditando ser possível dessa forma prever e tratar os males sociais que nos afligiriam tal como trataríamos um corpo enfermo.

A construção do conhecimento positivo só seria possível, então, por meio da observação dos fenômenos em seu contexto físico, palpável, ao alcance dos nossos sentidos e submetidos à experiência. Este seria o papel da ciência, a compreensão dos fenômenos passíveis de observação sensorial direta, com o intuito de entender, por meio da experiência, as relações entre esses fenômenos, de forma a abstrair as leis que regem as interações para que, assim, seja possível predizer como os acontecimentos envolvidos em determinado fenômeno se darão. A ciência e o método científico são a síntese das ideias positivistas.

Por Lucas Oliveira

Graduado em Sociologia”

Fonte: http://www.brasilescola.com/sociologia/positivismo.htm

Resumo:


O positivismo está relacionado à obtenção de conhecimento a partir de observações empíricas. Portanto, o entendimento dos fenômenos por meio da observação ou uso de outro sentido. O positivismo busca entender o mundo experimentando e deduzindo regras que conduzam o funcionamento de determinado acontecimento.

Para Augusto Comte, um dos pioneiros do positivismo, era necessário a criação de uma ciência da sociedade. Esta buscaria entender à partir da observação e experimentação as mudanças que ocorriam na sociedade na época, quando a industrialização estava crescendo e a revolução francesa ainda era recente.

As diversas ciências utilizadas hoje tem como base o pensamento positivista para a busca de respostas.



Video sobre Positivismo:Aula 44 - Sociologia - O Positivismo e a Sociologia de Auguste Comte


https://www.youtube.com/watch?v=oyh-Ter6tPg

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Texto 2 (Iluminismo):


“No século XVIII, um grupo de pensadores começou a se mobilizar em torno da defesa de ideias que pautavam a renovação de práticas e instituições vigentes em toda Europa. Levantando questões filosóficas que pensavam a condição e a felicidade do homem, o movimento iluminista atacou sistematicamente tudo aquilo que era considerado contrário à busca da felicidade, da justiça e da igualdade.

Dessa maneira, os iluministas preocuparam-se em denunciar a injustiça, a dominação religiosa, o estado absolutista e os privilégios enquanto vícios de uma sociedade que, cada vez mais, afastava os homens do seu “direito natural” à felicidade. Segunda a visão desses pensadores, sociedades que não se organizam em torno da melhoria das condições de seus indivíduos concebem uma realidade incapaz de justificar, por argumentos lógicos, sua própria existência.

Por isso, o pensamento iluminista elege a “razão” como o grande instrumento de reflexão capaz de melhorar e empreender instituições mais justas e funcionais. No entanto, se o homem não tem sua liberdade assegurada, a razão acaba sendo tolhida por entraves como o da crença religiosa ou pela imposição de governos que oprimem o indivíduo. A racionalização dos hábitos era uma das grandes ideias defendidas pelo iluminismo.

As instituições religiosas eram sistematicamente atacadas por esses pensadores. A intromissão da Igreja nos assuntos econômicos e políticos era um tipo de hábito nocivo ao desenvolvimento e ao progresso da sociedade. Até mesmo o pensamento dogmático religioso era colocado como uma barreira entre Deus e o homem. O pensamento iluminista acreditava que a natureza divina estava presente no próprio indivíduo e, por isso, a razão e o experimento eram meios seguros de compreensão da essência divina.

Inspirados pelas leis fixadas nas ciências naturais, os iluministas também defendiam a existência de verdades absolutas. O homem, em seu estado originário, possuía um conjunto de valores que fazia dele naturalmente afeito à bondade e igualdade. Seriam as falhas cometidas no desenvolvimento das sociedades que teria afastado o indivíduo destas suas características originais. Por isso, instituições políticas preocupadas com a liberdade deveriam dar lugar às injustiças promovidas pelo Estado Absolutista.

Por essas noções instalava-se uma noção otimista do mundo que não teria como interromper seu progresso no momento em que o homem contava com o pleno uso de sua racionalidade. Os direitos naturais, o respeito à diversidade de ideias e a justiça deveriam trazer a melhoria da condição humana. Oferecendo essas ideias, o iluminismo motivou as revoluções burguesas que trouxeram o fim do Antigo Regime e a instalação de doutrinas de caráter liberal.

Por Rainer Sousa

Graduado em História”

Fonte: http://www.brasilescola.com/historiag/iluminismo.htm

Resumo:


O Iluminismo foi uma corrente que surgiu no século XVIII, quando os preceitos do antigo regime da Europa passaram a ser questionados. A base do Iluminismo era a quebra das tradições e o uso da razão para discutir os costumes. O pensamento dogmático era considerado um empecilho para a sociedade, enquanto o uso da razão e dos questionamentos era considerada uma importante ferramenta para alcançar o conhecimento e a melhoria das condições sociais.

O Iluminismo acreditava ainda que o homem naturalmente tem uma tendência ao conceito de igualdade e bondade ao próximo, mas que a sociedade e suas falhas afastariam o indivíduo dessa crença. Portanto, o antigo regime, absolutista e injusto, deveria dar lugar a uma sociedade mais igualitária.



Video:Resumo de História - ILUMINISMO (Débora Aladim)

https://www.youtube.com/watch?v=1IChUwbKsOg



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Texto 3 (Filosofia da ciência):


“Filosofia da ciência é a área da filosofia que pergunta sobre a ciência, de quais ideias parte, qual método usa, sobre qual fundamento e acerca de suas implicações. Apesar destes problemas gerais, muitos filósofos escreveram sobre algumas ciências particulares, como a física e a biologia. Não apenas se utiliza a filosofia para pensar sobre a ciência, como se utiliza resultados científicos para pensar a filosofia.

Não existe determinada ciência que faça parte dos estudos da filosofia da ciência. As ciências naturais (ex.: biologia, química e física), formais (ex.: matemática, lógica e teoria dos sistemas), sociais (ex.: sociologia, antropologia e economia) e aplicadas (agronomia, arquitetura e engenharia) já foram objetos de estudos filosóficos.

Historicamente, já na Grécia Antiga se pensava sobre a ciência. Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.), por exemplo, escreveu sobre a origem da vida, afirmando a possibilidade de existir vida a partir de algo inanimado. A teoria da abiogênese (geração espontânea) que ele defendia perdurou por diversos séculos. Além da origem da vida, Aristóteles também se preocupou em elaborar um meio de estudar as espécies, sendo ele o primeiro a propor uma divisão do reino animal em categorias.

No decorrer da história, a figura mais importante para a filosofia da ciência é Francis Bacon (1561-1626), filósofo inglês responsável pela base da ciência moderna, o método indutivo. A indução, método de a partir de fatos particulares chegar a conclusões universais, já existia, mas é Bacon o responsável por seu aprimoramento e divulgação.

Após Bacon, muito se pensou e escreveu sobre a ciência, especialmente devido aos avanços e descobertas dos séculos seguintes. René Descartes desenvolveu seu método, houve as contribuições e discussões de Galileu Galilei, Isaac Newton, Gottfried Leibniz e outros. Deste aumento considerável de pensadores que detiveram tempo acerca do campo da filosofia da ciência pode-se escolher alguns para comentar suas importantes ideias. Entre eles, David Hume e Karl Popper.

David Hume (1711-1776), filósofo escocês, criticou fortemente as bases da ciência e da filosofia. A partir do pensamento de John Locke (1632-1704), Hume levou o empirismo, isto é, a ideia de que todo o nosso conhecimento tem origem na experiência (nos cinco sentidos), até as últimas consequências. Para ele, se nosso conhecimento ocorre após a experiência significa que não podemos deduzir eventos futuros. Significa dizer que não há nada no mundo que garanta que as leis que regem o universo hoje serão as mesmas amanhã. Por mais que o homem observe há milênios o sol aparecer todos os dias, nada garante o seu aparecimento amanhã, e por isso a ciência não pode tomar suas conclusões como verdades absolutas.

No século XX, o filósofo austríaco, Karl Popper (1902-1994) criticou a forma de fazer ciência a partir da indução, o método defendido por Bacon. Para Popper, o método indutivo não garante a validade de suas conclusões. Afirmou isso, pois não é possível ter acesso a todos os fatos particulares para ser possível chegar a conclusões. Um cientista pode observar cisnes durante 20 anos e perceber que todos os cisnes observados são brancos, mas ele não pode concluir que “todos” os cisnes são brancos. Se ele concluir isto, bastará a existência de apenas um cisne negro para invalidar sua tese. Com isto, Popper defenderá que o papel da ciência é falsear as suas conclusões a partir do método dedutivo, partindo de conclusões universais para a verificação particular. O papel da ciência é verificar se suas conclusões são verdadeiras, tentando falseá-las com a experimentação.

Filipe Rangel Celeti

Colaborador Mundo Educação

Bacharel em Filosofia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie - SP

Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie – SP”

Fonte: http://www.mundoeducacao.com/filosofia/filosofia-ciencia.htm


Resumo:


A filosofia da ciência busca fazer questionamentos sobre a ciência em si. Desde os resultados, os métodos e as implicações do que foi obtido. Na Grécia antiga já haviam questionamentos acerca da ciência. Com o decorrer de sua evolução, um dos nomes importantes na filosofia da ciência foi Francis Bacon (1561-1626), que desenvolveu o método indutivo. Neste método, utilizado até hoje, fatos particulares são utilizados para chegar em conclusões mais abrangentes.

No século XX, Karl Popper criticou o método indutivo, afirmando que este não era suficiente para chegar a conclusões, e que o método utilizado deveria ser o dedutivo, onde a ciência busca verificar a veracidade das suas afirmações por experimentos onde ela tenta falsea-la.

Video:Epistemologia: Karl Popper e Thomas kuhn - Parte 5


https://www.youtube.com/watch?v=wDVUk6BTEQY



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3- ánalise

O Positivismo

E comoa construção do conhecimento positivo só seria possível, então, por meio da observação dos fenômenos em seu contexto físico e, elenão considera os conhecimentos ligados as crenças, superstição ou qualquer outro que não possa ser comprovado cientificamente. Para eles, o progresso da humanidade depende exclusivamente dos avanços científicos.



Os ideais iluministas

Os pensadores que defendiam estes ideais acreditavam que o pensamento racional deveria ser levado adiante substituindo as crenças religiosas e o misticismo, que, segundo eles, bloqueavam a evolução do homem. O homem deveria ser o centro e passar a buscar respostas para as questões que, até então, eram justificadas somente pela fé.



Filosofia e ciência

Ciência com consciência enfrenta o duplo desafio: apontar problemas éticos e morais da ciência contemporânea, cujos múltiplos e prodigiosos poderes demanipulação, nascidos das tecnociências, têm imposto ao cientista, ao cidadão e à humanidade inteira o problema do controle político das descobertas científicas, e a necessidade epistemológica de um novo paradigma que rompa os limites do determinismo e da simplificação, e incorpore o acaso, a probabilidade e a incerteza como parâmetros necessários à compreensão da realidade.



4- Caracterize: paradigma, Iluminismo, Positivismo e neo positivismo.

Paradigma pode ser caracterizado por normas orientadoras de um grupo estabelecido, determinando como um indivíduo deve agir dentro do mesmo.

O iluminismo trouxe ideais que propunham que o pensamento racional devia ser levado a diante e o homem deveria ser o centro de tudo, passando a procurar respostas para questões que, até então, eram justificadas pela fé. Assim, desenvolveram-se segmentos filosóficos, científicos, entre outros.

O positivismo defende o progresso científico, não levando em consideração conhecimentos relacionados a religião ou qualquer outra fonte que não comprovasse algo cientificamente. Desse modo, uma teoria é considerada correta se foi comprovada através de um método científico.

O neopositivismo tem como base o positivismo e assim preza o conhecimento científico. Se difere deste ao passo que se utiliza do verificacionismo para delimitar o que é científico do que não é.




5- Como o desenvolvimento científico- tecnológico ocorrido a partir do século XV vem afetando o planeta, a vida humana e a sociedade moderna (séculos XIX e XX)?

A partir do século XV, o rápido desenvolvimento da ciência impulsionou o desenvolvimento tecnológico, trazendo inúmeros benefícios para a sociedade. Após a revolução industrial, as técnicas de produção foram multiplicadas, ocupando território físico e comprometendo cada vez mais o meio ambiente.

A tecnologia ampliou a comunicação, a troca de informações e cultura, expandindo as fronteiras do conhecimento. Apesar dos benefícios, o avanço tecnológico trouxe riscos à vida humana como o impulso das tecnologias de guerra.




6- Os 70 anos do uso da bomba atômica sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nasgasaki! Uma reflexão crítica



Há 70 anos, as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki protagonizaram duas das maiores tragédias mundiais com as bombas lançadas pelos Estados Unidos, que causaram uma devastação e destruição sem tamanho.

Um conflito desta magnitude não começa sem importantes causas ou motivos. Podemos dizer que vários fatores influenciaram o início deste conflito que se iniciou na Europa e, rapidamente, espalhou-se pela África e Ásia.

Um dos mais importantes motivos foi o surgimento, na década de 1930, na Europa, de governos totalitários com fortes objetivos militaristas e expansionistas. Na Alemanha suvolvimento rgiu o nazismo, liderado por Hitler e que pretendia expandir o território Alemão, desrespeitando o Tratado de Versalhes, inclusive reconquistando territórios perdidos na Primeira Guerra. Na Ásia, o Japão também possuía fortes desejos de expandir seus domínios para territórios vizinhos e ilhas da região. Estes dois países, juntamente à Itália, com objetivos expansionistas, uniram-se e formaram o Eixo,um acordo com fortes características militares e com planos de conquistas elaborados em comum acordo.

Em 1939, Einstein convence o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, a construir a bomba atômica antes que os alemães o façam.

Alemanha e Itália já haviam se rendido. O Japão estava para se render. Mas como mostra do poder dos Estados Unidos e na tentativa de descobrir o poder da bomba usando pessoas como cobaias, o país escolheu uma região populosa e sete cidades possíveis para o ataque. Entre elas, havia Kyoto, Nyagada, Yokohama, Kokura, Nagasaki e Hiroshima. Kyoto foi dispensada da lista, por possuir belos templos. As principais eramHiroshima, seguida por Kokura e Nagasaki.

O bombardeamento das cidades japonesas foi o maior atentado terrorista da história da humanidade,já que o objetivo do governo e do exército dos Estados Unidos era aterrorizar a população japonesa e, assim, evitar uma invasão ao país para por fim à guerra.

Apesar da vitória sobre os alemães em maio de 1945, a guerra no Pacífico ainda continuou por dois meses. Os estadunidenses haviam virado o conflito contra o Japão a seu favor, desde as batalhas do Mar de Coral e de Midway, em 1942. Em fevereiro de 1945, os estadunidenses passaram a avançar sobre o território japonês, conquistando a ilha de IwoJima. A resistência japonesa se dava principalmente com a utilização dos kamikazes, pilotos que utilizavam de forma suicida seus aviões abarrotados de bombas contra os navios da marinha dos EUA.

São irrevogáveis os grandes avanços e a revolução, principalmente energética e na medicina, que trouxe tal tecnologia. Entretanto, tal evolução está em contraste com o grande perigo que o conhecimento destes efeitos trouxe ao ser utilizado em meio à ambição dos que desejam ser destemidos politicamente. Portanto, caberá aos homens a sabedoria para utilizá-la da melhor forma.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Web quest:

Integrantes do grupo:

  • Caio Prudente
  • CarolinaDefelicibus
  • Daniel Sperandio
  • Débora Teixeira
  • Flávia Ferraz
  • Jaqueline Santana
  • Leonardo Hoshino
Apresentação disponível em: https://prezi.com/xrkgkjuxtrjb/iluminismo/


Artigo 1 – O pensamento iluminista e o desencantamento do mundo


Autores: Vico Denis S. de Melo* e ManuellaRiane A. Donato**

* Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), atualmente é mestrando em Ciência Política pelo PPGCP-UFPE e bolsista CAPES.

**Bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade Integrada do Recife. Mestranda em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e bolsista CAPES.



http://www.revista.ufal.br/criticahistorica/index.php?option=com_content&view=article&id=118:o-pensamento-iluminista-e-o-desencantamento-do-mundo-modernidade-e-a-revolucao-francesa-como-marco-paradigmatico&catid=65:artigos&Itemid=60

Comentário:
   O pensamento iluminista tem como fundamentos a crença no poder da razão humana de compreender nossa verdadeira natureza e de ser consciente de nossas circunstâncias. O homem, então, passa a crer que é o detentor de seu próprio destino, contrariando as imposições de caráter religioso, sua “razão” divina de existir.
   Após um processo de mudança da concepção entre antigo/moderno, o homem passa a ser colocado como o centro do universo, livre e responsável pelos seus próprios atos. Assim, o homem sai de um mero expectador dos acontecimentos históricos, políticos e sociais – base do pensamento eclesiástico – para um agente ativo e indutor das ações humanas.

Artigo 2 – Para Além do Iluminismo


Autor: Edgar Morin

Filósofo, antropossociólogo. Pesquisador emérito do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS). França

http://www.uesb.br/labtece/artigos/Para%20%20Al%C3%A9m%20do%20Iluminismo.pdf

Comentário:


   O artigo faz uma crítica ao iluminismo e defendeuma superação complexa dele. O autor revê a trajetória da razão e do progresso, do Renascimento aos dias de hoje. Com base nisto, Morin levanta um questionamento. A visão que se tinha era que a razão só poderia levar ao progresso, enquanto que a ciência e educação só poderiam trazer benefícios. Todas essas evidências são vistas hoje como problemáticas, pois, através delas, foi possível que ocorressem muitas barbáries.
   O autor sugere uma superação do iluminismo, propõe que devemos ir para além dele, vendo, por exemplo, a razão não como razão pura e sem afetividade, mas uma razão mesclada com o afetivo, uma racionalidade aberta. Para isso, ele conjuga quatro vias de reforma. As quais são reformas na organização social, na educação, de vida e de ética.

Artigo 3 – Os “letrados” da sociedade colonial: as academias e a cultura do iluminismo no final do século XVIII


Autor: Berenice Cavalcante

Professora associada do Departamento de História da PUC-RJ. Coordenadora do Programa de Pós-graduação em História Social da Cultura da PUC-RJ.

http://linux.an.gov.br/seer/index.php/info/article/view/328/280

Comentário:

   O artigo discute em que medida os " literatos " da sociedade colonial nas academias que foram fundadas durante o século XVIII - época conhecida como iluminismo - compartilha o termo "clima de opinião", isto é, uma forma peculiar de se usar a inteligência, em outros termos, um tipo especial de lógica.
   Esta divisão de "clima de opinião", caracterizou o movimento intelectual europeu que durante o século, desenvolveu o mesmo estilo, ou seja, formas específicas de sociabilidade que a população procurava.
   O clima da época era de fim das monarquias e início de uma sociedade com liberdade de expressão. As palavras chaves do iluminismo eram natureza, as leis natural, sentimento, humanidade e principalmente razão, além de uma peculiar relação entre este e a fé. Com isso, cabia aos literatos da sociedade colonial levar o povo para um caminho de desenvolvimento e razão.

Imagem 1 – ”Frontispício da Encyclopédie”



Comentário:

   Frontispício da Encyclopédie(1772), desenhado por Charles-Nicolas Cochin e gravado por Bonaventure-Louis Prévost. Esta obra está carregada de simbolismo: a figura do centro representa a verdade – rodeada por luz intensa (o símbolo central do iluminismo). Duas outras figuras à direita, a razão e a filosofia, estão a retirar o manto sobre a verdade.

Imagem 2 - "Filósofos Iluministas reunidos no salão de madame Geoffrin"


Comentário:

   Filósofos iluministas reunidos no salão de Madame Geoffrin. Óleo sobre tela de Anicet-CharlesLemonnier, 1812

Imagem 3 –“Encyclopédie”


Comentário:

   A imagem retrata a obra Encyclopédie. Os escritores desta, que são pensadores iluministas (como Voltaire, Rousseau e Montesquieu), viam-na como a destruição das superstições e o acesso ao conhecimento humano. A "Enciclopédia" elogiava pensadores protestantes e desafiava os dogmas da Igreja Católica Romana. A obra foi banida totalmente, mas como tinha apoio de altos cargos, continuaram a fazer outros volumes que eram entregues de forma clandestina aos subscritores.

Vídeos:


https://www.youtube.com/watch?v=UKS6oFArbnc

Este vídeo é uma introdução da Filosofia do Século XVIII – Iluminismo, mostrando toda a trajetória que o iluminismo teve em diversos países, principalmente da Europa, além de citar os diversos pensadores iluministas. Fazendo, assim, um resumo do contexto histórico do período.

https://www.youtube.com/watch?v=rS8iKbcnMbw

Documentário sobre o iluminismo.

https://www.youtube.com/watch?v=nnSkun8uqLs

Vídeo-aula sobre o movimento intelectual iluminista.